AMOR SEM A VERDADE NÃO É AMOR DE VERDADE! A VERDADE É A BASE DO AMOR!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

EX-PADRE José Barbosa de Sena Neto - Testemunho

EX-PADRE José Barbosa de Sena Neto - Testemunho




Ex-sacerdote católico romano, tendo exercído o sacerdócio durante 22 anos consecutivos,após deixar o Catolicismo, fez curso teólógico, snendo ordenado pastor batista no dia 08 de outubro de 2000. Tem licenciatura plena em Pedagogia e Letras, professor, educador, orientador educacional, palestrante em seminário para casais e noivos, palestrante em acampamento e retiros para jovens e adolescentes. Missionário na cidade do Crato-CE.

Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2008

PERSEGUI, DE MANEIRA IMPLACÁVEL, A UM SERVO DO SENHOR...

*Pr. José Barbosa de Sena Neto

pastorbarbosaneto@yahoo.com.br

Continuo sempre recebendo convites para realizar eventos evangelísticos em diversas localidades brasileiras. Um destes convites que muito me honrou, foi o recebido do jovem e dinâmico Pr. Mauro Régis da Silva, pastor titular da Igreja Batista Independente de Batatais, interior de São Paulo, para ser o preletor oficial das séries de conferências evangelísticas por ocasião das festivas comemorações do 39.º aniversário de organização eclesiástica daquela amada Igreja. Fomos muito bem recepcionado pela sua diretoria, de maneira especial pelo Dr. Antônio José Cintra, um dos mais conceituados advogados daquela região da Alta Mogiana.

Um dos alvos após aquele honroso compromisso, era o de ir até a vizinha cidade de Orlândia, último paroquiato do saudoso, ex-Padre Dr. Aníbal Pereira Reis, de tão saudosa memória, exatamente para conhecer de perto a assim-chamada “Paróquia São José” que ele a administrou entre junho de 1963 a maio de 1965, antes de entregar a sua vida totalmente ao Senhor Jesus, como seu único e suficiente Salvador.

Havia uma como ‘dívida’ particular que tínhamos para com o Pr. Aníbal Pereira Reis, pois, sem ter tido o alto privilégio de conhecê-lo pessoalmente, quando de sua visita à cidade de Bauru, também interior de São Paulo, para um evento evangelístico. Naquele tempo, estávamos servindo à diocese daquela cidade, como vigário de uma de suas paróquias, e nos lançamos de maneira ferrenha e deselegante, como um perfeito pascácio, a fim de beneficiar-me de interesses tão escusos, contra àquele servo do Senhor. Deu-me na veneta a arrogância inconseqüente de perseguí-lo e injuriá-lo a qualquer preço com todas as armas possíveis como é do vezo romanista.

Por isso aquela visita à antiga paróquia daquele “homo Dei”, tinha um sentido todo especial para mim, como um ato de desagravo pela infeliz atitude tresloucada que há mais de 26 anos tive para com o Dr. Aníbal Pereira Reius, com objetivo de escusos interesses pessoais. Para ir até Orlândia, solicitei a ajuda do Pr. Carlos Alberto Moraes, o qual, solícito, se fez pacientemente meu cicerone, de cuja companhia tão agradável me senti imerecidamente honrado, para que eu pudesse chegar à sede daquela paróquia.

Meu objetivo era o de conferir in loco se a fotografia do ex-Padre Aníbal Pereira Reis, então pa´roco daquele paróquia, ainda fazia parte da galeria de honra concedida aos ex-párocos que trabalharam naquela paróquia, como assim preceitua normas inseridas no Código de Direito Canônico, e quando tais fotos são colocada em destaque no frontispício das sacristias, tais fatos são lavradas por escrito a mão livre no livro tombo (onde são registradas todas as ocorrências eclesiásticas e canônicas de uma paróquia). Viajei com o Pr. Carlos Alberto Moraes a Orlândia, e na primeira tentativa, chegamos um pouco atrasados, quase na hora do encerramento do expediente da secretaria daquela paróquia, mas mesmo assim, fomos atendidos gentilmente pela auxiliar da secretária, D.ª Judite, a qual nos informou que todo e qualquer assunto especial deveria ser tratado somente com D.ª Vitória, a titular daquela secretaria.

No dia seguinte, retornamos e fomos novamente recepcionados por D. Judite, a qual nos informou que D. Vitória não havia vindo dar expediente, mas que ela teria um livrinho contendo toda a história da “Paróquia São José”, a qual hoje pertence a Diocese de Franca, contendo todos os dados que queríamos. Aproveitando o ensejo, perguntei àquela senhora se eu não poderia conhecer o templo e a sua sacristia. Dando-me o consentimento positivo, ela mesmo foi comigo a fim de apresentar-me todas as dependências daquela sede paroquial.

Quando adentramos à nave central do templo, algo estranho tomou conta de mim, pois a luz tênue de final de tarde deixava-me transparecer uma sensação lúgubre e mais estranha ainda.

Quando adentramos as dependências da imensa sacristia, deparei-me com um verdadeiro e rico museu de peças sacras. Ali estavam as alfaiais, algumas já amareladas pelo desgaste do tempo, os paramentos (casulas) que já não são mais de uso corriqueiro pelos curas de nossos dias, muitos de fino acabamento, uma infinidade de estolas pastorais de todas as cores litúrgicas, insígnias de uso obrigatório pelo sacerdote e ali estavam, também, muitos castiçais de prata, com talhos ornamentais de fina espécie, turíbulos, cálice e patenas diversos, jogos de galhetas, cibórios de todos os tamanhos, sacrários com finíssima decoração de metal de boa qualidade, cravejados de pedras semi-preciosas, enfim, um sem número de utensílios guardados em gôndolas especiais de vidro, fechadas a chave.

Mas, o fato que mais me surpreendeu, foi o de não ter encontrado a galeria de fotos oficiais dos ex-párocos que já haviam passado por aquela paróquia. Incontinenti, perguntei a D.ª Judite o porquê de ali não estar as fotografias, alvo da minha visita, já que é uma norma canônica. Ela me disse, quase sem muita argumentação convincente, que a sede da paróquia havia passado por uma reforma, mormente a sacristia, e em razão disso, as fotos haviam sido retiradas, pois “muitas delas estavam avariadas pelo ataque dos cupins”. Perguntei-lhe onde estavam as fotos danificadas – já que elas não podem sair do recinto - ao que ela me afirmou que as “mesmas haviam sido recolhidas pela Cúria Diocesana, para serem restauradas”. Lá não estava, portanto, a foto do Pe. Aníbal Pereira Reis! Será para ‘apagar’ definitivamente a história da sua passagem por aquela paróquia? Não sabemos. Mas deixou-nos transparecer uma estranha coincidência... Ao terminar aquela visita, D.ª Judite me assegurou que D.ª Vitória, a secretária, havia se esquecido de deixar o livrinho da história daquela paróquia, que me fora prometido, mas que no dia seguinte, caso eu ali comparecesse, com certeza ele ser-me-ia entregue, para que eu pudesse pesquisá-lo à vontade.

Durante todo este demorado desenrolar, o Pr. Carlos Alberto Moraes me esperava pacientemente, não achamos conveniente ele aparecer juntamente comigo, em razão de ele ser muito conhecido na cidade e, por este fato, despertar ‘suspeitas’! Mais uma tentativa em vão. Um tanto quanto frustrados, mas mesmo assim, para registrar a visita, meu cicerone resolveu bateu algumas fotos, fazendo-me realçar em destaque diante daquele histórico templo.

Dias após, ciceroniado desta vez pelo Pr. Almir Nunes, de Morro Agudo, cidade na qual eu estava pregando, realizando conferências, retornei àquela paróquia e das mãos da própria D.ª Vitória, a secretária paroquial, recebi o tão almejado livrinho de pouco mais de vinte páginas. Perguntei a D.ª Vitória, se eu poderia ter acesso ao Livro Tombo n.º 2, para verificar um certo documento histórico que fora lavrado nas folhas 59 a 61, de livre punho, pelo Padre Aníbal Pereira Reis, no dia 12 de maio de l965, data de sua renúncia oficial ao seu paroquiato. Ela ficou visivelmente desconcertada e titubeando me disse que, aquele meu pedido fugia da sua autonomia e que somente o pároco atual, em cujo poder o livro solicitado está, é quem poderia satisfazer este meu desejo. Perguntei-lhe se o livro não fora também recolhido pela cúria e ela apenas me respondeu: “Esta pergunta somente o nosso atual pároco lhe pode responder...”.

Na página de número quatro do referido livrinho lá está um pouco da história daquela paróquia, o qual nos afirma que antes ela tinha como padroeira “Santa Genoveva” (a qual não é muito conhecida e nem de ‘devoção popular’), a qual foi erigida em 31.03.1911 por Dom Alberto José Gonçalves, então bispo de Ribeirão Preto, mas que havia sido instalada oficialmente apenas em 30.04 daquele mesmo ano, tendo como seu primeiro pároco o Pe. Messias de Mello Tavares. Narra-se ali que, em 1949, o Pe. Sebastião Ortiz Gomes, seu décimo pároco, achou por bem colocar o “São José” no padroado daquela paróquia, por ser mais popular entre os fiéis daquela cidade, concretizando-se este seu desejo no dia 19 de janeiro de 1951através de decreto episcopal, assinado pelo então bispo Dom Manuel. Na lista dos padres que já trabalharam em Orlândia, no décimo segundo lugar estava o Padre Aníbal Pereira Reis, o qual foi empossado festivamente pelo seu futuro algoz e torturador, Dom Agnelo Rossi, então arcebispo de Ribeirão Preto, cuja jurisdiçào eclesiástica pertencia outrora aquela referida paróquia. Também estava registrado que o Padre Aníbal deixara aquele paroquiato no dia 12 de maio de 1965, cujo ato fora lavrado no Livro Tombo n.º 2, nas folhas 59 a 61, de livre punho, cujo este documento oficial de sua renúncia, fora endereçado ao Monsenhor Dr. João Lauriano, então Vigário Capitular da Arquidiocese de Ribeirão Preto, já que aquela região episcopal estava vacante, em razão do Dom Agnelo Rossi, a esta altura já cardeal, ter sido transferido para Roma.

Depois de inúmeras decepções sofridas e intensiva leitura das Sagradas Escrituras, Padre Aníbal Pereira Reis resolve corajosamente entregar a sua vida inteiramente ao Senhor Jesus, às 02h30m da madrugada do dia de 8 de novembro de 1961, ainda quando pároco em Guaratinguetá-SP, o qual saindo de Recife-PE, foi transferido para aquela localidade pelo seu amigo, Dom Antônio de Almeida Moraes Júnior, em março de 1960, sendo em ato contínuo incardinado pelo bispo Dom Antônio Ferreira de Macêdo, então arcebispo de Aparecida do Norte, e pelo qual também fora empossado na “Paróquia Nossa Senhora da Glória”, recém criada em Guaratinguetá, no Bairro do Pedrugulho. Quando em janeiro de 1963 de lá foi transferido, a seu pedido, para Orlândia – a 365 km de São Paulo – deixou para o uso de seus fiéis um grande templo construído, com capacidade de acolher mais de duas mil pessoas. A data de sua partida aconteceu no dia 17 de maio de 1963. Passou quatro anos ainda como sacerdote romano, após a sua decisão por Cristo, pois não é fácil um padre deixar de vez a sua vida sacerdotal, sem um planejamento mais amadurecido, a fim de sobreviver aqui fora! Eu quem o diga!

Após ser empossado na “Paróquia São José” de Orlândia, ele mesmo nos declara em sua autobiografia – “Este Padre Escapou das Garras do Papa!!” na pág. 183: “Toda Orlândia ouviu a verdade do Evangelho!”. Não demorou muito para que os seus paroquianos comentassem, à boca pequena, “que o padre pendia para o protestantismo”. Orlândia “seria um paraíso na terra se não fosse o grupelho dos sacos-rotos e papa-hóstias a transformá-la em ‘caldeirão do inferno’, como a classifica a esposa de um benemérito local” – deixa-nos registrado o nosso homenageado. Suas palavras denotam sintomas das perseguições, da falta de sindérese por parte dos sacripantas assíduos da roda dos escarnecedores, fazendo vir à tona as mais ínfimas calúnias não lhe faltaram!

No dia 7 de novembro de 1964, havendo planejado com delicado cuidado, sob orientação divina, resolve vir a Santos-SP, onde já houvera antecipadamente localizado o templo da Primeira Igreja Batista daquela cidade e, no dia 11, avista-se com o seu futuro Pastor, Dr. Eliseu Ximenes, o qual o coloca em contato com diversos pastores batistas, dentre eles, o Pr. Dr. Antônio Gonçalves Pires, também ex-padre católico romano, os quais lhe dão a destra da fraternidade e o apôio tão necessários naquele momento difícil e decisivo em sua vida. Era necessário toda aquela cautela e todo aquele amparo, para nada lhe sair precipitado. Retorna a Orlândia, e antes de sua saída, ainda recebe a visita protocolar de seu então bispo, o Dom Agnelo Rossi, o qual publicamente o cognomina de “zeloso e dedicado pároco” acrescentando outros inúmeros elogios que, durante a sua administração paroquial, aquela “era a paróquia modelo da Arquidiocese”, cujas estas palavras se encontram registradas no Livro Tombo n.º 2, fls 54 a 57.

O Padre Aníbal Pereira Reis no dia 30 de maio de 1965, na presença de toda a Primeira Igreja Batista de Santos-SP, e de uma grandiosa multidão que se acotovelava e superlotava aquele templo naquela oportunidade para ouví-lo, fez sua pública e formal confissão e decisão de fé em Cristo Jesus, e incontinenti, tira à vista de todos, a sua batina negra, símbolo da sua escravidão que o amortalhou por longos anos! Ato de coragem e bravura, para aquela época! Naquela oportunidade veio de Bauru-SP, especialmente para abraçá-lo, o seu antigo professor do Liceu Municipal de Orlândia, tido por ele como ‘herege’, o Pastor Professor Henrique Cyrillo Corrêa, o qual há anos lançara “a semente do Evangelho no coração de um adolescente que germinou e produziu o inefável fruto da conversão de um padre”! (Ecl. 11.1) Maravilha!

Quase um mês após, exatamente no dia 13 de junho do mesmo ano, foi batizado nas águas, pelo Pastor Eliseu Ximenes, no templo da Primeira Igreja Batista de Santos, diante de uma comitiva de irmãos queridos de Guaratinguetá que testemunharam in loco seu exercício sacerdotal naquela cidade do Vale do Parnaíba e de diversas outras cidades. O ex-Padre Aníbal Pereira Resis foi sempre um vocacionado por Deus e, para fazer jús a este chamado divino, foi ordenado ao Santo Ministério da Palavra, por um concílio de pastores batistas, o qual foi presidido pelo também ex-padre católico romano, Pastor Dr. Antônio Gonçalves Pires, no dia 16 de abril de 1966.

Quando escreveu e publicou “A Bíblia Traída” e “O Ecumenismo e os Batistas”, seus pares da mesma “Fé e Ordem” o ultrajaram e o desprezaram movidos por interesses sabe-se lá quais... Mas ele seguiu altaneiro o curso da sua vida em fidelidade plena ao seu Senhor absoluto! Eis aí um homem de valor que não se deixou abater, mesmo diante das adversidades e as incompreensões sofridas.

No dia 30 de maio de 1991 o Brasil ficou mais desfalcado de reais valores, ficou desfalcado de um homem de valor, pois nesse dia “caiu em Israel um príncipe e um grande" (II Sm 3.38). Sim, naquele dia inesquecível foi recolhido aos tabernáculos eternos o "HOMO DEI" e a voz tênue mas firme de um ardoroso defensor da sã doutrina. Aquela voz cala-se definitivamente em nosso meio! Coincidentemente no mesmo dia e mês que ele aceitou a Jesus de maneira formal e pública, há 26 anos! Que em tudo o Nome do Senhor seja glorificado!

Por tudo aquilo que eu tenho passado e experimentado na carne, como fruto colhido e resultado de minha vida pregressa, quando do tempo da minha ignorância na incredulidade (I Tm 1.13) sendo hoje, assim como ele, ultrajado, mal-entendido, pouco compreendido, caluniado, defenestrado e desprezado por alguns, até mesmo por colegas da mesma Fé e Ordem, eu que a tantas mãos infectas e indignas beijei, se vivo ele fosse hoje, pelo que eu lhe fiz no passado, com bastante honra imerecida, beijar-lhe-ia as suas mãos santas e operosas que tantas boas obras fez, como “efeito da sua salvação”! Este é meu pleito de dívida para com um homem a quem eu tanto persegui... Misericórdia, meu Senhor!...

*pastor batista, foi sacerdote católico romano duante 22 anos consecutivos, autor do livro "Confissões Surpreendentes de um ex-Padre", conferncista.

Postado por Pr. Barbosa Neto às 14:17

http://prbarbosaneto.blogspot.com/

Domingo, 13 de Julho de 2008

Entrevista com o Pr. Barbosa Neto - ex-padre

1 – Por que a decisão de se tornar Padre?

Pastor Barbosa Neto - A primeira impressão que se tem, é que a família exerce uma forte decisão na vida do jovem católico para que ele se dedique ao sacerdócio católico romano. Não é bem assim, necessariamente! No meu caso, meu pai queria que eu fosse militar, imaginem! Quando eu disse para o meu pai que não queria ser militar, mas sim um padre - e um padre de uma ordem religiosa, mais precisamente um religioso franciscano - meu pai quis ‘morrer’. Escolhi ser um religioso e religioso franciscano, e dentre as diversas ‘ordens franciscanas’, fui escolher a “Ordem dos Frades Menores Capuchinhos”, uma das mais severas! Foi uma escolha de minha parte, determinada. Ninguém conseguiu tirar isso de minha cabeça! Mas, através da ajuda e do apoio dos amigos do meu pai, consegui ‘domá-lo’ até que ele aceitou mais ou menos bem a idéia de ver seu filho adentrando às fileiras de uma das ordens religiosas mais severas dentre as inúmeras outras ordens religiosas existentes no Catolicismo Romano, destruindo assim, completamente, todos os planos que meu pai havia pensado para comigo. Não nada foi fácil, isso lhes garanto!

2 – O senhor era convicto do que queria? Ou existia um aperto de dúvidas no peito?...

Pr. Barbosa Neto - Acho que boa parte desta pergunta já foi respondida na resposta acima... Se eu não estivesse convicto e determinado sobre o que eu queria para a minha vida, teria enfrentado meu pai, homem rude e egresso do sertão cearense, de mãos calosas, a ponto de ‘destruir’ de sua mente todos os seus planos para comigo?! Nem pensar!... O que vocês acham?! Muitos dos que me lêem neste momento, por desconhecer nuances do Catolicismo Romano e de suas “ordens religiosas”, não conseguem penetrar nas nuances das dificuldades por que passei para galgar meus objetivos. Claro que eu tinha uma convicção inabalável! Não é a primeira vez que eu sou perguntado sobre isso, até de maneira introspectiva, embutida, a pergunta me feita. Muitos me perguntam, aleatoriamente, sem nenhum conhecimento de causa, se eu nutria alguma espécie dúvidas, se eu sabia ou tinha consciência de que estava mergulhado no erro, etc. Jamais em momento nem um, senti este tipo de comportamento! Acreditem-me. Eu sempre fui uma pessoa altamente determinada. Eu sempre soube o que eu queria da e para a minha vida! Para mim, provido que estava de uma convicção inabalável, os ‘crentes’ é que estavam errados, por isso eu sempre os persegui de maneia implacável, cruel, sem pestanejar, de maneira incontornável. Agia com mão de ferro, haja o que houvesse, acontecesse o que acontecesse e doesse em quem doesse... Não queria nem tomar nenhum conhecimento... Eu era crudelíssimo para com todos os ‘crentes’, independente da sua particular denominação... Não se esqueçam, jamais, que eu era capuchoinho, cuja ‘espiritualidade’ daquela Ordem era e é ainda, combater, frontalmente, o povo de Deus!... E eu era muito fiel à minha Ordem! Acreditem, piamente!...

3 – Quando foi que começou a perceber que toda a sua vida e crença precisavam ser revistas?

Pr. Barbosa Neto - Você não vai acreditar! Eu era padre de linha ‘progressista’, um incrédulo dos incrédulos!... E meu último bispo, para neutralizar a minha ação entre os demais padres daquela diocese, além do meu trabalho normal exercido em minha paróquia, para o qual eu estava devidamente nomeado com metas claras e objetivas, fui por aquele bispo diocesano, designado também para exercer o cargo de capelão de uma das centenas e centenas comunidades do assim-chamado “movimento de renovação carismática católica”. Eu quis ‘morrer’ quando eu soube disso! Fiquei bravo, irado, à solapa, isto é, às escondidas. Padre não tem vontade própria, ele faz e exerce a vontade soberana do seu bispo e ponto final. Não há democracia no Catolicismo Romano... De repente me vi celebrando no meio de uns ‘alienados’, que queriam ir pro céu, que cantavam e dançavam e glorificavam, à maneira dos pentecostais clássicos, e eu me senti muito mal ali naquele meio... Errei até mesmo a liturgia em uma de minhas missas!... Acreditem-me!... Mas foi lá, em um dos movimentos mais heréticos que hoje se encontro encravado no seio da assim-chamada “Igreja Católica Romana’, que o Senhor Deus começou a falar profundamente ao meu coração! Ele é Soberano, e Ele age da maneira, aonde e onde Ele assim quer! Digo ser um movimento herético, pois a Bíblia Sagrada me autoriza a assim e assim dizer, pois não encontro base de sustentação bíblica para que venha a acreditar que Jesus batize com o Espírito Santo pessoas envolvidas com “associação aos demônios”, conforme I Coríntios 10. 19-20. Podem ser ‘batizados’ por um ‘outro espírito’, mas não pelo Espírito Santo do Senhor! Se alguém presenciar algum católico carismático dizendo-se falar em ‘línguas estranhas’, pode repreender, com autoridade, pois é demônio sem sombra de quaisquer dúvidas!... Cai no chão, na hora!... Esse negócio do “cai-cai”, que muitos se ‘encantam’ por aí afora, não é poder de Deus coisa nenhuma, é manifestação maligna, mesmo!...

4 – Enquanto Padre, o que o senhor achava dos protestantes?

Pr. Barbosa Neto - Eu não ‘achava’ nada, eu tinha certeza absoluta: eram heréticos e repugnantes aos meus olhos!... Por isso minha tremenda dificuldade para ter ao menos aproximação de relação amistosa com os ‘crentes’, quaisquer que fossem as suas igrejas ou denominações... Eu os odiava tão, na minha ignorância, na minha incredulidade!...

5 – Nos debates entre protestantes e católicos é freqüente tocar no assunto “idolatria”. Quando o Sr era padre, como respondia ou se comportava diante do assunto?

Pr. Barbosa Neto - O padre convicto de seus pontos de vistas teológicos e doutrinários, jamais aceita e se conscientiza de que está praticando idolatria, acreditem-me. Idolatria é lá com a umbanda, quimbanda, ou com as assim-chamadas ‘religiões de mistérios’. Por isso eu ficava bravo, queria esganar com minhas próprias mãos, todo e qualquer pescoço de ‘crente’ que aparecesse na minha frente!... Eu tinha um temperamento exageradamente forte e abusivo...

6 – E hoje, o que tem a dizer sobre “idolatria”?

Pr. Barbosa Neto - Se há uma das coisas que mais aborrecem ao Deus Todo-Poderoso é a idolatria! Não tenham a menor sombra de dúvidas! O Senhor dos exércitos não pactua com isso!... Ele perdoa TODOS os nossos pecados, mas ojeriza a idolatria! Ele chega a esquecer TODOS os nossos pecados (Jeremias 31.34b; Hebreus 8.12b), mas Ele diz: “Eu sou o Senhor, este é o meu nome; a minha glória, pois, não a darei a outrem, nem a minha honra, às imagens de escultura”. (Isaías 42.8). E Ele diz mais: “Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem e quantos neles confiam” (Salmo 115.8). Mais ainda: “Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o Senhor, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem” (Êxodo 20.5). Ele é categórico: “Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto” (Mateus 4.10). E Ele é enfático: “O meu povo consulta o seu pedaço de madeira, e a sua vara lhe dá resposta; porque um espírito de prostituição os enganou, eles, prostituindo-se, abandonaram o seu Deus” (Oséias 4.12). Em Jeremias 10.3-5 o Senhor Deus diz que as imagens de escultura são apenas madeira cortada da floresta, obra da mão de um artista com o cinzel. Eles as enfeitam com prata e ouro. Com pregos e martelos a firmam, para que não vacilem. Elas são como um espantalho em um campo de pepinos. Elas não podem falar; devem ser carregadas, porque não podem caminhar! Não tenhais medo delas, porque não podem fazer o mal e nem o bem tampouco! Chega ou querem mais?! Mas a pior de todas as doutrinas da assim-chamada ‘Igreja Católica Romana’ - já que ela de ‘apostólica’ não tem - é a assim-chamada “santa missa”, a qual não é um culto, mas um sacrifício real, incruento, isto é, sem derramamento de sangue... E o autor da carta aos Hebreus é enfático: “...sem derramamento de sangue, não há remissão” Hebreus 9.22b). Remissão de quê? De pecados! A ‘missa’ faz parte do processo de salvação da assim-chamada ‘Igreja Católica Romana’. Ela é proclamada e ensinada como fonte de poder nela contida para apagar e purificar os pecados... Isto é uma tremenda heresia! Mas novamente o autor da carta aos Hebreus destrói esta assertiva: “Ora, todo sacerdote se apresenta, dia após dia, a exercer o serviço sagrado e a oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca jamais podem remover pecados; Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus”. (Hebreus 10.11-12). E por que Jesus assentou à destra de Deus? Porque Ele concluiu a obra expiatória, “para sempre” e satisfez a justiça divina, Ele cancelou o “escrito de dívida” que tínhamos para com Deus, e “removeu-o inteiramente, encravando-o na Cruz”! (Colossenses 2.14. Querem mais? O padre católico romano diz e afirma e ensina que Jesus morre no altar, toda vez que ele assoma o altar. Mas Paulo diz afirma o contrário, derrubando conclusivamente esta tese herética: “...havendo Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte já não tem domínio sobre ele” (Romanos 6.9). E ponto final! Louvado e engrandecido seja o Nome do Senhor! Aleluia!

7 – Criticamos muito à religiosidade, mas, o senhor acha que o povo protestante está caindo em acomodação espiritual?

Pr. Barbosa Neto - Agora você tocou em cheio sobre um ponto muito crucial, meu caro jovem!... Deixe-me parabenizá-lo antes de respondê-lo! Afinal de contas, você irá publicar esta entrevista onde? Deixarão você publicá-la, mesmo?! É bom que você saiba de uma vez por todas que eu não tenho ‘papas na língua’, eu falo com a autoridade profética que o meu Senhor me concede!... Acima de tudo, hoje eu sou crente em Jesus, lavado e purificado pelo Seu precioso sangue e tenho a mais cristalina convicção que o meu nome já está registrado no Livro da Vida do Cordeiro e para sempre, mas tem muita ‘gente boa’ que não crê assim!... E você sabe disso muito bem! Hoje o ‘evangelho’ que se prega por aí afora, é uma pouca vergonha, uma forma agravante ao bom nome do Evangelho! E saiba: sou uma atalaia do meu Deus, haja o que houver, aconteça o que acontecer, doa a quem doer!... Sou comprometido apenas e tão somente com o meu Deus Todo-Poderoso. O povo de Deus está passando uma crise vergonhosa muito grande de falta de identidade, esta é que é a grande verdade que precisa ser dita com letras garrafais! Não se prega mais sobre e contra o pecado, não se prega mais sobre inferno e céu, contra e sobre a idolatria reinante cada vez mais neste país, por isso nossa pátria tão cheia de tantos problemas morais e existenciais! Prega-se hoje um ‘cristianismo antropocêntrico’ – isto é, centrado no homem – no lugar de um verdadeiro cristianismo cristocêntrico – isto é, centrado em Jesus, totalmente. Hoje está na moda, na crista da onde, pregar-se um “evangelho barato”, uma “graça barata”, prega-se por aí afora um cristianismo sem cruz, um “cristianismo de clientela”, e por isso ridicularizam os que falam da Cruz de Cristo! O ‘evangelho’ de muitos ‘pregoeiros medalhões’ é um ‘evangelho’ impotente, mascarado, que não transforma vidas, e apresentam um deus não bíblico que não mais arranca vidas preciosas do império das trevas, pois são ‘pregoeiros’ de um ‘evangelho’ de pura comercialização das coisas sagradas! Hoje o que mais temos nos quatro cantos deste país, são ‘igrejas’ que já mais pregam sobre o ‘novo nascimento’, razão pela qual, há tantas ‘igrejas’ cheias de pessoas inteiramente vazias de Deus, sem nem uma experiência pessoal e profunda com o Senhor Jesus da Cruz, as quais estão caminhando de forma recreativa para o inferno, pois o Senhor Deus não teve outro plano para “tirar o pecado do mundo” senão pelo sangue do “cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Apocalipse 13.8). Hoje só se prega as famigeradas “bênçãos do Senhor” – eu não sou contra as bênçãos do Senhor, não; anote ai com letras garrafais, faça-me o favor! – eu creio piamente nas bênçãos que o Senhor Deus quer derramar sobre todo o Seu povo, eu prego sobre isso, anote aí, que eu creio em milagres, a minha vida é um exemplo de que há milagres operados pelo meu Deus e Senhor, mas muita ‘gente boa’, vive enganada e se queixando de ‘crente’, mas não são verdadeiramente salvas, não passaram pela transformação de vida através do milagre que o novo nascimento realiza, pela instrumentalidade do Espírito Santo. E por assim estarem, não demonstram nenhuma mudança radical em suas vidas e, por causa disso, não têm nem um compromisso com o Senhor das bênçãos! Anote isso aí, meu filho! Não deixe de publicar isso, doa a quem doer!...

8 – Pelo que entendi, vivemos então um ‘cristianismo’ mais empresarial do que libertador?

Pr. Barbosa Neto - Não tenha a menor sombra de dúvidas! E salve-se quem puder!... Agora a ‘onda’ é a do ‘oba-oba’’! É a ‘troca’ de valores com o ‘deus empresário’... É a lei do ‘quem dá mais’ e ‘toma lá e dá cá’... Hoje existem ‘pregoeiros’ expert , muito bem pagos a preço de ouro, para descobrirem em que as pessoas crêem, para, a partir dessa crença mística, realizarem um trabalho pedagógico exaustivo de aproximação, apresentando a um universo de carentes e desamparados e desassistidos, uma nova modalidade de um protestantismo sincrético. E o famigerado neopentecostalismo encontrou a mesa posta para apresentar os seus ‘produtos’. A demanda sobre determinados bens simbólicos, no campo religioso riquíssimo, é visível a olho nu. Daí o emprego de tanta eficácia mágica, consumida pela grande maioria do povo brasileiro, místico de nascença: “água abençoada”, “óleo ungido”, “manto sagrado”, “mesa branca energizada”, “óleo de Israel”, “rosa ungida”, “areia do deserto do Sinal”, “fogueiras santas” e tantas outras baboseiras, que ‘fiéis’ crêem que tais objetos e rituais têm a capacidade de proteger a casa, o indivíduo e as relações sociais de todos aqueles males atribuídos e personalizados na figura de satanás. E estes ‘pregoeiros’ do neopentecostalismo trabalham com a idéia de que esses rituais e procedimentos estão contidos numa continuidade com o mundo mágico das religiões afro-brasileiras e do catolicismo popular. Um prato cheio para todos os gostos e matizes! E isso dá muito dinheiro! Diante deste quadro ostensivamente visível aos nossos olhos, enfraquece-se a rígida separação entre “fé cristã” e “paganismo”, implicando em uma “hinduinização”, “maometanização” ou “budinização” do cristianismo. Um falso ‘cristianismo’. E a moda, a ‘onda’ agora nos círculos neopentecostais é a “umbandinização” de sua visão de mundo e de discurso. E todos os seus ‘pregoeiros’ em suas ‘sessões de descarregos’, paramentados devidamente como os ‘pais-de-santo’ do pentecostalismo moderno, usando o mesmo linguajar dos umbandistas. A bem da verdade, no meio hoje de quase todas as denominações tidas como ‘tradicionais’, há ranços de ‘neopentecostalismo’, pois há pouco tempo, seus ‘medalhões’ descobriram a ‘pólvora’, isto é, que ali naquela filosofia de eficácia mágica, estão diante de um quadro de pluralismo religioso, cuja estratégia é localizar nichos de pessoas insatisfeitas, provocando nelas estímulos diferenciados a fim de atraí-las para novas ‘experiências religiosas’. O neopentecostalismo que aí está, surgiu no mundo por volta dos anos 70, período em que também começou a famigerada “teologia da prosperidade” a qual invadiu 90% dos arraiais do cristianismo bíblico, um veio de ouro para os ‘espertalhões dos púlpitos’ que levam divisas arrecadadas às montanhas, sem um mínimo de ética e de postura cristã, para os assim-chamados ‘paraísos fiscais’ – sua ‘pátria celestial’!! O Senhor Jesus precisa voltar logo para buscar o que ainda resta da Sua Igreja!

9 – Um dos argumentos mais usados e ensinados aos fiéis da ICAR, é que “Cristo deixou apenas uma Igreja na Terra fundada por Pedro”... O senhor também defendia a todo o custo a “igreja” na idéia de templo construído de pedra? E hoje, como Pastor? Qual o verdadeiro significado de “Igreja de Cristo”?

Pr. Barbosa Neto - E não poderia ser diferente, por isso eu era padre, nunca se esqueçam jamais disso! A assim-chamada “Igreja Católica Romana” sempre creu ser ela mesma “o sacramento das salvação, o sinal e o instrumento da comunhão com Deus e dos homens”. Isto é dogma de fé. Há um tripé no sustentáculo da fé católico-romana: a Sagrada Escritura, a Tradição Cristã (conforme é interpretada pela Igreja de Roma) e o assim-chamado ‘Magistério da Igreja’ (Católica). Diz o Novo Catecismo da Igreja Católica Romana, assinado pelo falecido Papa João Paulo II, em 11 de outubro de 1992: “Daí resulta que a Igreja (Católica), à qual estão confiadas a transmissão e a interpretação da Revelação (Bíblia Sagrada), não deriva a sua certeza a respeito de tudo o que foi revelado SOMENTE da Sagrada Escritura. Por isso, ambas (Sagrada Escritura e Tradição) devem ser aceitas e veneradas com IGUAL sentimento de piedade e reverência” # 82. (apoiado na Constituição Dogmática sobre a Revelação Divina “Dei Verbum” # 9 - de 18 de novembro de 1965). E diz mais: “O patrimônio sagrado da fé (‘depositum fidei’) contido na Sagrada Tradição e na Sagrada Escritura, foi confiado pelos apóstolos à totalidade da Igreja” (Católica). E sobre o ‘Magistério’ assim se expressa: “ O ofício de interpretar autenticamente a palavra de Deus escrita ou transmitida foi confiada unicamente ao Magistério vivo da Igreja, cuja autoridade se exerce em nome de Jesus Cristo, isto é, aos bispos em comunhão com o sucessor de Pedro, o bispo de Roma” – o papa. Isto é uma heresia! O cristianismo bíblico só tem como única fonte de sustentação: a Bíblia Sagrada como única regra de fé e de prática. A assim-chamada “Igreja Católica Romana” sempre pregou, desde a sua existência, a partir do ano 1052 d.C, que ela “é a única Igreja de Cristo que no Símbolo (dos apóstolos) confessamos uma, santa, católica e apostólica”. Aqueles que tiveram conhecimento do documento “Dominus Iesus” (Senhor Jesus), elaborado e assinado pelo então todo-poderoso Cardeal Joseph Ratzinger, (atual Papa Bento XVI), e então prefeito da “Congregazione per La Dottrina della Fede” (Congregação para a Doutrina da Fé – ex-Santo Ofício, da ‘Santa Inquisição’), cujo documento fala abertamente “sobre a unicidade e a universalidade salvífica de Jesus Cristo e da Igreja”, o qual recebeu a ratificação do decrépito e já falecido Papa João Paulo II em 16 de junho e foi oficializado pela tal Congregação no dia 06 de agosto de 2000, fala por si mesmo do que Roma pensa sobre a Igreja e além disso, revela a farsa do ecumenismo!O documento é explicito: “Existe portanto uma única Igreja de Cristo, que subsiste na Igreja Católica (Romana), governada pelo sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele”. Diante destes documentos, que sejam tiradas as conclusões que se fazem necessárias, para o bom senso... Sou crente em Jesus, e, no século, sou Batista, alicerçado nos fundamentos da fé cristã, com muita convicção. E, como tal, entendo ser a Igreja de Cristo, uma congregação local de pessoas regeneradas e batizadas após profissão de fé, pois é neste sentido que a palavra Igreja é empregada no maior número de vezes nos livros do Novo Testamento. Também podemos definir a Igreja como uma sociedade civil auto-governativa, de natureza religiosa, constituída de acordo com as leis do país, sem fins lucrativos, composta de um número ilimitado de pessoas sem distinção de sexo, raça, idade ou condição social, convertida a Jesus Cristo e batizada conforme as doutrinas e práticas do Novo Testamento, que tem como finalidades: reunir-se para prestar culto a Deus, estudar a Bíblia Sagrada, proclamar o Evangelho, promover a obra missionária no mundo inteiro, praticar a beneficência e administrar os seus próprios negócios. Como povo chamado Batista, cremos ser a Bíblia Sagrada a nossa única regra de fé e prática, plena liberdade de consciência e livre acesso de cada ser humano à Verdade revelada nas Escrituras, ao sacerdócio universal dos salvos, ao batismo exclusivamente por imersão total, de pessoas que aceitam pessoalmente e voluntariamente a Jesus Cristo como Salvador e Senhor, no significado memorial e simbólico dos elementos da Ceia do Senhor, adotamos a forma de governo democrático-congregacional, sendo cada igreja local altamente soberana e auto-reprodutiva, dando origem a outras igrejas locais sem qualquer interferência externa de comunhão ou convenção ou associação, e adotamos a separação entre Igreja e Estado, e adotamos a inexistência de uma sucessão histórica, quer pessoal (sucessão apostólica), quer doutrinária (antipedobatismo) na identificação da sua autenticidade como Igreja Cristã, caracterizada apenas pela sua fidelidade às doutrinas inseridas no Novo Testamento. A Igreja é um fenômeno sobrenatural. A Igreja transcende à sua própria história! Todos os agrupamentos humanos são formados seguindo leis da dinâmica social. A Igreja, porém, não é uma iniciativa do ser humano para atender às suas necessidades naturais. Ela é um evento sobrenatural: na sua origem: “Edificarei a minha Igreja”, disse Jesus em Mateus 16.16; na sua mensagem: “O poder de Deus” (Romanos 1.16); no efeito da sua mensagem, a regeneração: “Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus” João 3.5); no seu destino eterno: “e reinarão para todo o sempre” (Apocalipse 22.5). “As portas do inferno não prevalecerão contra ela” em Mateus 16.16 significa que a Igreja é transcendente, imortal, e porque todos os que dela fazem parte têm a vida eterna! Isto é o fenômeno da Igreja de Cristo!

10 – O senhor vê com bons olhos as subdivisões por denominações no protestantismo?

Pr. Barbosa Neto - A Igreja está encarnada no humano, portanto sujeita a falhas, as mais crassas que possamos imaginar, não nos esqueçamos disso, jamais! Com freqüência as pessoas vêem cada vez mais se multiplicando e imaginam que cada uma representa uma fé ou religião diferente. Não é bem assim! Há diversas denominações cristãs, sim, mas todas as igrejas autênticas defendem as mesmas verdades essenciais referentes a Jesus Cristo. Não é nossa intenção arbitrar entre as muitas denominações cristãs ou apresentar nossos próprios veredictos sobre a validade das diferenças entre os cristãos. Quando uma denominação defende os pontos fundamentais e essenciais da fé bíblica referente a Deus, a Jesus Cristo, seu nascimento virginal, sua divindade e humanidade, suficiência das Sagradas Escrituras, pecado, salvação, volta de Jesus, então esse grupo é considerado genuinamente cristão. Questões periféricas (como tipo de culto, estilo de música, usos e costumes, doutrinas que não são essenciais – como batismo com o Espírito Santo e a contemporaneidade dos dons espirituais – isso não determinam o cristianismo de alguém ou de uma igreja, este é o meu ponto particular de crer. Anote aí, faça-me o favor! Há lugar para a diversidade dentro da unidade da Igreja, que é chamada de o Corpo de Cristo. A suposição de que toda fé finalmente conduz a Deus não é certa e nem verdadeira, fujamos de tal comunhão, e tomemos firme posição sobre as reivindicações exclusivas e válidas de Jesus Cristo como o Senhor absoluto e o único caminho para a salvação e paz com Deus.

11 - Pastor, como se deu essa conversão? Conte-nos um pouco de seu testemunho...

Pr. Barbosa Neto - Meu Deus, será que consigo colocar São Paulo dentro de Fortaleza, minha cidade natal?!... Eu escrevi sobre isso, em um modesto livrinho – “Confissões Surpreendentes de um ex-Padre” – de 156 páginas, o qual já está na terceira edição ampliada, e você me pede para falar da minha vida, embora de forma resumida, neste curto espaço que nos é concedido? Mas, já que você assim me pede e, tão amorosamente, com certeza tal depoimento irá satisfazer a muitos queridos irmãos e irmãs, assim como irá ajudar a muitos católicos romanos que, com certeza, irão também nos ler... Então, tenham mais um pouco de paciência comigo!...

Sou ex-padre católico romano, tendo ingressado na assim-chamada “Ordem Missionária dos Frades Menores Capuchinhos-OFMCap” aos 13 anos de idade, em fevereiro 1959, recebendo o onomástico de “Frei Zacarias Maria de Fortaleza-OFMCap” e fui ordenado sacerdote católico romano no dia 11 de dezembro de 1971, permanecendo naquela ‘ordem religiosa’ até julho de 1976, quando pelo processo canônico de ‘secularização’ ingressei no clero diocesano católico romano, tendo permanecido na assim-chamada “Igreja Católica Romana’ até 29 de dezembro de 1992. Foram 22 anos consecutivos de exercício sacerdotal romano, além dos 11 anos de estudos em seminários menor e maior, mais um ano de noviciado. Aceitei o Senhor Jesus como meu único e suficiente Salvador e Senhor absoluto de minha vida, de maneira dramática e atípica, no dia 17 de setembro de 1992, ficando no aguardo de minha liberação canônica até a data acima mencionada. Fui trabalhar em vários lugares e, capuchinho, é e sempre foi um perseguidor nato e implacável do “povo de Deus”, e eu não podia fugir à regra!... Isso tudo fazia parte da ‘espiritualidade’ da Ordem a qual eu pertencia!... E eu jamais esquecia que era membro dela, infelizmente!... Sinto-me, hoje, profundamente envergonhado!... Misericórdia, meu Senhor!...

Era um perseguidor implacável do povo de Deus no interior do Ceará, meu Estado natal, ao qual retornei quando da morte de meu pai, ocorrida no dia 15 de novembro de 1985, dia das últimas eleições que ocorreram naquela data. Depois de 15 dias, após o sepultamento, retornei a Santo André-SP, e em poucos meses, pressionado pela família da parte de meu pai, vim definitivamente para Fortaleza, pensando que poderia cuidar pessoalmente de minha mãe, que ficara viúva. Mas ledo engano!...

O padre sabe que tem mãe, sabe que tem pai (mesmo quando vivos), mas não tem mais NEM UMA ligação afetiva com os seus pais!... Fora eu ensinado a ‘matar’ meus pais dentro de mim!... Acreditem-me!... Quando entrei naquela Ordem – lembro-me como se fosse hoje! – mo início de fevereiro de 1959, com 13 anos de idade (!), ao me despedir do meu Pai, o qual se retorceu todo, para não me demonstrar o quanto ele estava ali sofrendo pela dor da separação do filho ou quando eu abracei a minha Mãe, ah minha Mãe (!), ela se derramou toda em lágrimas e eu ainda a ‘ouço’ dizer: “Meu filho, meu filho, por que, por que... vou morrer de saudades!..”. Quero esquecer este fato, mas não consigo!... Está ainda bem forte na minha mente!...

Quando adentrei e ultrapassei os umbrais daquele velho casarão do Seminário Seráfico de Messejana – como era e ainda é conhecido o “Seminário Nossa Senhora do Brasil”, da ‘Ordem dos Frades Menores Capuchinhos’ – meu coração ficou apertadinho, apertadinho!... Só eu sei o que eu passei naquele momento!... Mas a vontade de ser padre era maior ainda, e valia a pena pagar um preço tão alto assim! Eu assim e assim pensava e passei a agir com determinação e firmeza...

Na primeira semana, foi uma beleza! Os novatos ou calouros receberam as ‘boas vindas’ dos veteranos, com muitas brincadeiras, muito futebol, uma maravilha!... Mas – sempre tem um mas, ô conjunção coordenativa adversativa terrivelmente marcante! – passada aquela semana, a vida normal teria de vir à tona, e caímos todos na realidade!... Silêncio absoluto!... No primeiro momento, houve a ‘vestimenta’ e a ‘morte’ dos novos fradinhos!... Uma coisa macabra, diabólica, satânica, acreditem-me...

Há uma como ‘morte’ dos fradinhos para o mundo!... Ali, diante do Capítulo (reunião secreta dos frades, ninguém estranho ali participa daquele ato litúrgico) sem a participação de ‘estranhos’ à Ordem, capitaneados pelo todo-poderoso padre-superior, os novos fradinhos são colocados no chão, dispostos e todos deitados, cobertos cada um por um pano preto, simbolizando um esquife, e são entoadas antífonas fúnebres, pois ali estão aqueles meninos que irão ‘morrer’ para o mundo!... Só que faz parte ‘desse mundo’, os seus pais – mãe e pai – seus irmãos, (se os tiver), os seus avós, os seus tios, os seus primos, os seus parentes e os seus anteriores amigos!... E quem ‘morre’, não tem mais necessidade de ‘alegria’ e nem de ‘tristeza’... ‘Morto’ não ‘sorrir’ e nem se ‘entristece’ com as “coisas deste mundo”... ‘Morto’ não sorri e nem chora!... ‘Morto’ não anda por aí afora ‘sorrindo’ e nem ‘chorando’, morto é morto e ponto final!... E tudo isso nos é ensinado e passamos por esta ‘lavagem cerebral’, durante TODO o longo período de seminário, acompanhado cada um de per si pelo padre ‘orientador espiritual’, e ficamos isolados completamente de nossos pais e familiares e amigos!... Eu suportei TUDO ISSO para ser padre!...Eu queria ser padre! A vontade e a decisão, foram minhas!... Não houve nenhuma interferência de minha família, e eu havia escolhido a pior e a mais severa das “ordens franciscanas”, a dos Capuchinhos... E ali me ensinaram a ser determinado, frio, apático!... Meus olhos ficaram ‘secos’ e meus lábios pararam de ‘sorrir’ um sorriso verdadeiro!... Fiquei sem saber o que era ‘emoção’... Acreditem-me!...

E quem ‘morre’, não precisa mais de nome... Pra que nome em ‘morto’?!... Perdi o meu nome de berço!... Agora, iríamos ‘nascer de novo’ para Deus e, acima de tudo, para a Igreja, para sermos servo da Igreja, a “santa madre”!... Ser fiel a ‘ela’, lhe ser obediente cegamente , sem discutir ordens!...Ali não se discute os porquês!... E quem ‘nasce de novo’, precisa de um nome!...Um novo nome!... E me foi colocado o onomástico de “Frei Zacarias Maria de Fortaleza, OFMCap”. Zacarias: onomástico; Maria: por causa das ‘nossas senhoras’, e de Fortaleza: por ter nascido nesta cidade. Ou simplesmente o “ Frei Zaca”, como intimamente os colegas me chamavam... Isso foi muito forte na minha mente e no meu coração!...Ficaram marcas indeléveis em mim até hoje!... Passei oito (8) anos consecutivos, sem ver ou falar com os meus pais, e morando na mesma cidade!... Esta era e é a Regra...

Quando fui transferido para outro convento-escola (seminário maior), me foi dada a permissão de visitar meus pais e conviver com eles durante apenas 15 dias!... Eu não sabia mais o que eu estava fazendo ali naquela ‘casa’ que não era mais ‘minha’, também... Ali, todos eram como ‘estranhos’, para mim!... Fui para Parnaíba-PI, para o seminário maior – Filosofia (3)e Teologia (4) e após o segundo ano de Filosofia, pára-se de estudar para um ano de noviciado, no convento da Serra de Guaramiranga-CE, onde ali não é permitido falar normalmente com ninguém (colegas), silêncio absoluto, uma vida inteiramente contemplativa, de muitos sacrifícios, para ‘provar’, ‘testar’ a nossa vocação... Muitos não suportam, e vão embora, retornam para casa... Eu suportei...

Como já foi frisado acima, fui ordenado padre-capuchinho no dia 11 de dezembro de 1971, em Santo André-SP. Se os meus pais viessem participar, tudo bem; se não viessem, não teria a menor importância para mim!... Isso me foi ensinado, assim!... Oito dias após, vim a Fortaleza, celebrar a minha “primeira missa” para meus familiares. Mas não pude ficar com meus pais apenas um ou dois dias, pois no dia seguinte àquela celebração festiva, retornei a Santo André-SP, imediatamente... A ordem e a determinação é essa, e ordem não se discute e não se pode questionar nem em sonho!... O padre capuchinho ‘não tem’ mais família... Sua família é a Igreja!... A ‘santa madre’ Igreja!... Ela sim, é a nossa mãe!...

Após ordenado, fui ‘emprestado’ à Diocese de Bauru-SP, onde trabalhei por cinco anos consecutivos, como pároco de uma paróquia, e tudo, tudo que eu ganhava, o meu salário, teria que ser entregue até o último centavo ao meu Superior!... Para que frade capuchinho com dinheiro no bolso? Não fez ele juramentos e votos solenes e perpétuos, prostrado ao chão completamente e beijando o pé direito do seu Superior? Votos de “obediência, POBREZA e... castidade”?!... (Bem, ‘castidade’, é outro ‘departamento’!... Agora não dá ou não há espaço para ‘explicar’, pois precisarei ‘escrever’ um como outro livro para colocar tudo às claras, deixar que tudo venha à tona!... Agora não dá, entendem?!... Mas isso não é ‘tão’ importante no meio do clero católico romano, por causa da força do tal do ‘sacramento da Ordem’, o qual é superior ao homem... O padre é simplesmente proibido de casar-se por força de decreto canônico, mas casar-se, porém a “santa madre” não interfere na vida privada padre, pela força do tal sacramento... Se suas atividades particulares não chegarem ao conhecimento dos seus paroquianos, tudo está em perfeita paz e harmonia!... Com a bênção do seu bispo, claro!... Pois “onde está o bispo, aí está a Igreja”! Ele é a Igreja!...

Cinco anos após ter sido ordenado e já trabalhando em paróquia, fui orientado pelos meus novos amigos e companheiros do clero diocesano romano, a solicitar minha ‘secularização’, para ser bem mais ‘livre’... E dei entrada ao processo canônico de secularização, para vir a fazer parte do assim-chamado ‘clero diocesano’... Deixei a Ordem, mas jamais pensei em deixar a Igreja, a qual era a minha vida!... No primeiro dia que passaram a me chamar de “Padre Barbosa” – acreditem-me! – eu demorei alguns segundos para entender que o meu nome mesmo era “Padre José BARBOSA de Sena NETO”. Eu havia perdido a minha identidade, eu havia até mesmo me ‘esquecido’ do meu próprio nome!... Acreditem-me!...

Quando meu pai faleceu – e eu havia falado com ele horas antes, no dia 14 de novembro, por telefone - vim a Fortaleza para o seu sepultamento. Cheguei de madrugada, Lembro-me como se fosse hoje!... Ao chegar de madrugada, encontrei meu pai ali, sendo ‘velado’ em câmara ardente, em casa, na sua casa, na sala principal!... Entrei em silêncio, devo ter cumprimentado a uma ou a duas pessoas, no máximo, as quais estavam ali na minha frente, aleatoriamente, mas sem abraços, sem nada (eu era um ‘estranho’ para a minha família! Aliás, eles é que eram ‘estranhos’ para mim!...). Mesmo de madrugada, a casa estava cheia!.... E todos se acotovelaram, uns por cima dos outros, para ver o padre-filho chegar!... Aproximei-me da urna devidamente ornamentada, segundo às minhas ordens (havia dado ordens para comprarem para mim a melhor urna que existisse na cidade, que depois eu acertaria...), olhei para o meu pai, sereno, como se estivesse dormindo, passei a minha mão direita nos seus cabelos totalmente brancos, no seu rosto, e senti que havia sido feita a barba e me inclinei e beijei o rosto frio de meu pai e o abracei, demoradamente!!!... Mas, nem uma lágrima!... Meus olhos estavam secos!... Só o meu coração ‘chorava’ e se emocionava!... Abracei minha mãe, beijei-a, mas sem nem uma lágrima!... (“morto” não chora!...). A minha família em peso, murmurou!... Com justa razão!... Não é para menos!... - “COMO um filho, o único filho do casal, não chora diante do pai morto?!”... – diziam isso a boca pequena uns aos outros ao pé do ouvindo!...

Fui eu que celebrei a ‘missa de corpo presente’ de meu pai, lhe ‘encomendei’ o corpo, e, ao terminar a cerimônia fúnebre, me despedi dele, não mais como padre, mas agora como filho, seu filho, seu único filho e falei coisas marcantes que eu vivenciei com ele, na minha infância, beijei-o e depois abracei-o demoradamente pela última vez, mas nem uma lágrima rolou do meu rosto abaixo!... Todos ali, naquele momento, se emocionaram e choraram, copiosamente... Menos eu!...Nem uma lágrima!...

Anos após, a mesma coisa aconteceu quando a minha mãe faleceu!... Celebrei sua ‘missa de corpo presente’, ‘encomendei’ o seu corpo, me despedi dela, contando e relembrando fatos marcantes ocorrido nas nossas vidas, quando criança e todos choraram!... Menos eu!... De mim, nem uma lágrima!... Só o meu coração ‘chorava’!... No silêncio da minha dor!... Foi ‘isso’ que essa ‘igreja’ me ensinou!... ‘Isso’, apenas ‘isso!...

Eu era um homem altamente insensível... Pasmem, eu já estava no processo de leitura e investigação verdadeira sobre o plano da salvação, lendo e ‘comendo’ as Sagradas Escrituras, todos os dias. Anteriormente, já havia feito o ‘meu’ curso de bacharel em teologia, eu já não era ‘tão inocente assim’, mas fui covarde em não dizer nada para a minha mãe acerca do plano redentor realizado na Cruz do Calvário “uma vez para sempre”, que Jesus já havia realizado em nosso lugar!... Os juramentos que o padre faz, aos pés de seus superiores, são muitos fortes e diabólicos!...

Hoje, eu estou procurando servir integralmente ao meu Senhor, na mais absoluta dependência dEle, tempo integral, sustentado por levantamento de sustento por promessa de fé, colocando a minha vida ou o que ainda resta dela, a Seu inteiro dispor, exatamente na cidade do Crato, no bairro Independência, tentando plantar uma futura Igreja local, exatamente no bairro onde eu fui pároco pelo espaço de três anos e meio, perseguindo de maneira implacável ao humilde povo de Deus, na fanática e idólatra Região do Cariri!... Crato é uma cidade universitária, com 135 mil habitantes, segundo o último censo, estando a 538 km distantes de Fortaleza, extremo sul do Estado do Ceará.

Quantos ali perderam o seu emprego, o seu ganha-pão pelo simples ‘crime’ de serem ‘crentes em Jesus’!... Imaginem o que eu tenho passado, atualmente, na cidade do Crato, vizinha a cidade conhecidíssima de Juazeiro do Norte, a do “meo padim padi ciço”, conforme assim chamam o lendário Padre Cícero Romão Batista, os fanáticos ‘romeiros nordestinos’... Os últimos anos que passei no exercício sacerdotal romano, foram exercidos na cidade de Quixadá – Região do Sertão Central - terra berço da finada escritora Raquel de Queiroz. Ali, a guerra contra os ‘crentes’, foi simplesmente terrível, crudelíssima, implacável!... Eu tinha horror a ‘pentecostal’, pois para mim todos eles eram a figura personificado do Diabo, pois eles, “por falta do que melhor fazer” – eu pensava! – vinham pregar na praça da minha paróquia (sede da diocese, imaginem!), nas tardes dos sábados, os ‘assembleianos’ e o seu pastor, um baixinho muito abusado e determinado - e os baixinhos são sempre muito ‘abusados’ demais!...

E como eu e mais alguns padres, tínhamos o ‘abençoado’ costume de nas tardes de sábado, após a ‘missa dos feirantes’, às 13 horas, depois de casar ou batizar a seus filhos, de irmos, solenemente, tomar ‘umas-e-outras’, santamente, após a ‘santa missa’, suado, eu trocava de roupa, e na companhia de outros colegas de cidadezinhas próximas, que já se encontravam na casa paroquial me aguardando, saíamos daquela casa às pressas, e atravessávamos a praça da matriz e do outro lado de lá estava uma lanchonete, na qual já havia reservada de forma cativa de uma mesa – a “mesa dos padres”- estava assim escrito! - e enquanto íamos conversando e conversando e conversando, íamos esvaziando algumas garrafas geladíssimas (!), e do outro lado da praça, por volta das 16 horas, chegavam os ‘pentecas’, solenemente acompanhados de seu pastor, um baixinho muito do abusado!... Não sei por que todo baixinho é abusado!... Mistério!...

E os meus queridos pregadores ‘assembleianos’ são um tanto quanto atípicos, convenhamos!... Prega um, depois outro e mais outro e, no final, prega solenemente o seu pastor!...É o ápice!... E aquele homem baixinho, no final da sua fala, com dedo em riste, em direção a todos nós, dizia: “Jesus em breve vem... Ele está às portas... Mas – novamente a conjunção adversativa! - ficarão de fora os cães (apontando o dedo em riste pra todos nós!!!), os feiticeiros... os idólatras... os bêbados... e todo aquele que ama e pratica a mentira...”. Ah, eu ficava simplesmente irado!...Enlouquecido!... Queria por que queria ir até ao baixinho abusado, esganá-lo com minhas próprias mãos!... Mas a turma do “deixa disso” me segurava!... À noite, a ‘missa da juventude’ era uma ‘festa’... Soleníssima! Uma apoteose!.... Também, poderá!... Todos nós estávamos – digamos - ligeiramente no ‘clima’ da festa, todos ‘altamente’ refrescados pelo conteúdo das geladinhas!...Misericórdia! E o paroquiano ‘vê’ isso, mas não consegue ‘enxerga’!... Até ajuda e acha bonito!... Pasmem!...

Eu era maldoso, cruel, temperamento muito, mas muito forte!... Em razão disso, resolvi ‘esvaziar’ a igreja do pastor ‘baixinho abusado’, (foi ele quem escreveu o prefácio de meu livrinho “Confissões Surpreendentes de um ex-Padre” de apenas 156 páginas, já na terceira edição ampliada). Saí durante quase 22 dias, visitando todos os comerciantes existentes, meus paroquianos, estabelecidos naquela cidade, exigindo que fossem mandados embora, aquele homem, ou aquela senhora, ou aquela moça ou aquele rapaz ‘crente’ que estivesse trabalhando naquele estabelecimento comercial porque era ‘pecado mortal’ ter um herege trabalhando ali e Deus não iria abençoar aquele estabelecimento comercial, afirmava, e, se não fossem mandados embora, o comerciante não poderia participar da “mesa da eucaristia”!... E isso é muito sério em cabeça de católico engajado em paróquia!... É um “deus-nos-acuda”!... E ‘fiel’ é aquele que simplesmente obedece, sem discutir... Por isso ele é chamado de FIEL...

Muita gente perdeu o seu emprego!... E muitos tiveram que sair da cidade para vir para a capital ou ir para uma outra cidade maior!... Numa cidade onde a seca impera!... Imagine!... Façam uma pálida idéia!... Mas o que mais me chamou a devida atenção foi o fato ocorrido com um capataz de uma fazenda, cuja ‘cabeça’ eu dei ‘ordens’ para ser ‘degolada’, sem dó e nem piedade, para ser mandado embora, ele e toda a sua família – na época, com esposa grávida de oito meses, uma criança de colo e duas pequeninas no chão – só pelo fato de todos serem ‘crentes!... Eles foram me procurar na casa paroquial para “agradecer o mal que o senhor pensa que nos fez”... Coloquei-os pra fora de minha casa, aos empurrões, crianças caindo ao chão, uma loucura diabólica, eu perdi a cabeça naquele dia!... Os detalhes eu não vou contar agora para não ‘perder a graça’ do DVD que qualquer irmão ou irmã poderá solicitar, para ter conhecimento dos detalhes! O que o Senhor Jesus santamente ‘aprontou’ comigo, depois de muitos e muitos anos após este fato ocorrido, após a minha conversão, na casa daquela família, ficou marcado e indelével, para sempre, no meu coração!... Para sempre!... Esta é a beleza do Evangelho!... Isto é que é Deus!

Mas – sempre há esta abençoada conjunção coordenativa adversativa! – no dia que eu entreguei a minha vida totalmente ao meu Senhor Jesus, ah, Ele me devolveu a alegria das lágrimas!... Eu chorei, não o choro convulsionado dos desesperados, mas o choro suave, quente, abundante dos que sabem se derramar de alegria extasiante, perante o seu amado Senhor!...Hoje tenho a mais absoluta certeza que o Senhor Deus, em Cristo Jesus, já perdoou todos os meus pecados, lavando-os com o Seu sangue na Cruz e escreveu o meu nome no Livro da Vida do Cordeiro, para sempre! Louvado e engrandecido seja o Nome do Senhor! Para sempre!
12 – Pastor, gostaria que o senhor dissesse algo para os nossos amigos leitores que não conhecem Jesus Cristo de verdade ainda, e que também mandasse um recado para nossos irmãos em Cristo.

Pr. Barbosa Neto - Que leiam as Sagradas Escrituras, dissociados do assim-chamado “magistério da igreja” (Católica) , tirando as ‘viseiras’ romanistas e deixando que o Espírito Santo fale aos seus corações. Pois a Escritura assim diz: “ E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” e “se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” – diz-nos o Senhor Jesus (João 8.32,36). Aos nossos irmãos em Cristo, lavados e já purificados pelo Sangue precioso de Jesus, tendo o seu nome escrito no “livro da vida do Cordeiro”, que permaneçam firmes no Senhor, aguardando a Sua volta gloriosa, para vir buscar e levar a Sua Igreja.

13 – Como podemos entrar em contato com o senhor, para comprar seu livro, DVD... E convidá-lo para ministrar a palavra em nossas igrejas?

Pr. Barbosa Neto - É muito simples. Precisam saber que antes de eu ser tradicional e membro de uma Igreja local, sou membro do Corpo de Cristo. Isto é de fundamental importância. Peçam informações aonde e onde tenho realizado conferências evangelísticas e de desafio missionário, se valeu a pena ou não, se a aquela igreja anfitriã foi ou não abençoada e enriquecida e se o Nome do Senhor Jesus foi ou não glorificado. Após isto, entrem em contato comigo, através do seguinte endereço: Pr. José Barbosa de Sena Neto – Rua Carolino de Aquino, 38 – Bairro de Fátima – Fones: (085) 3253.5038 ou 3226.3391 – 60.050-140 – FORTALEZA - CE. Quem desejar meu livrinho – “Confissões Surpreendentes de um ex-Padre” - R$ 23,00 – ou meu DVD do mesmo título – R$ 20,00 – ou um DVD sobre “Revelações sobre o Catolicismo Romano” - R$ 15,00 – ou o meu CD (meu testemunho em áudio ao vivo) do mesmo titulo – R$ 5,00 – é só depositar o respectivo valor em qualquer agência ou caixa eletrônica do Bradesco – agência 2194-6 e C/C 12.168-1 (em nome de Ítala Rosa Barbosa de Sena, minha esposa, titular 1) e enviar o respectivo cupom de depósito para o endereço acima, com seu nome bem legível e endereço completo com CEP, para que não haja embaraço nos correios e aguardar que em poucos dias aquilo que foi solicitado chegar às suas mãos. As taxas de correios já estão incluídas. Qualquer uma de nossas igrejas genuinamente evangélicas, espalhadas por este Brasil imenso que desejar a minha presença para uma série de conferências evangelísticas ou missionárias é só entrar em contato. Eu não ‘cobro’, nunca ‘cobrei’ e jamais ‘cobrarei’ coisa nenhuma! Vivo e sobrevivo na mais total dependência de Deus, sendo sustentado por levantamento de sustento por promessa de fé. Recebo ofertas de amor e de sacrifícios, pois eu e minha família ainda não estamos glorificados, precisamos nos alimentar e pagar as nossas contas para a nossa mínima sobrevivência. Nada mais que justo. Solicitamos, apenas, as passagens de ida e volta, de avião, que podem ser em vôos noturnos que são bem mais em conta e hospedagem na casa pastoral e que divulguem o evento e os meus materiais, pois a venda deles também provem o meu sustento e o de minha família, esposa e de três filhos. Nada mais que isso. Apenas isso. Mas que marquem o evento com antecedência. Estou ao inteiro dispor para todo o Brasil, capitais e interior.

14 – Onde o senhor encontra-se trabalhando?

Pr. Barbosa Neto – Encontro-me trabalhando na cidade do Crato, extremo sul do Estado do Ceará, na vasta Região do Cariri, vizinha a cidade de Juazeiro do Norte, onde fui pároco por três anos e meio, plantando uma igreja batista local, no populoso bairro Independência. Crato é uma cidade universitária, com uma população em torno de mais de 135 mil habitantes, conforme o resultado do último censo. Orem em nosso favor e ajudem-nos com suas ofertas de amor missionário e nos ajudem também a manter o nosso programa radiofônico no ar – “UMA HORA COM DEUS” – levado ao ar às segundas-feiras, das 8 às 9 hs da manhã, na Rádio Araripe do Crato, AM, lançado em outubro de 2007, o qual já está muito bem ouvido em toda a vasta região do Cariri, pela força da penetração que ainda o rádio exerce no sertão nordestino. Quem desejar assim fazê-lo, poderá realizar qualquer depósito na conta Bradesco acima já mencionada. De já o nosso muito obrigado, em o Nome de Jesus! Saibam todos que serão muito abençoados, abundantemente! Não tenham a menor sombra de dúvidas! E quem assim o fizer, generosamente, receberá o meu CD autografado, é só nos comunicar o seu depósito, através do endereço também acima mencionado.

15 – Foi um prazer enorme falar com o senhor, e que Deus o abençoe sempre! A paz do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!

Pr Barbosa Neto - O prazer foi todo meu! Fiquem todos na Paz do Senhor! O Senhor Deus os abençoe, rica e abundantemente! Esta é a minha sincera oração!

FONTE:
Sander disse...


Nivaldo, obrigado pela divulgação. Porém coloque a fonte, de quem é essa matéria! Essa entrevista é minha, fiz em 2008, primeiramente divulgando no site Gospel VIP, e agora no site ESQUINA 7 www.esquina7.com.br

Fique na paz.

9 de fevereiro de 2011 09:37

Um comentário:

  1. Nivaldo, obrigado pela divulgação. Porém coloque a fonte, de quem é essa matéria! Essa entrevista é minha, fiz em 2008, primeiramente divulgando no site Gospel VIP, e agora no site ESQUINA 7 www.esquina7.com.br

    Fique na paz.

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